REGRAS DOS COMITÊS DE ACOMPANHAMENTO

  1. Objetivos
  • Auxiliar no planejamento do projeto para otimizar o uso do tempo e recursos disponíveis;
  • Auxiliar na identificação e solução de problemas;
  • Propiciar experiências de aprendizado por meio da troca de ideias com pares;
  • Auxiliar para que a qualificação ocorra em período adequado e resulte em aprovação;
  • Auxiliar para que a dissertação/tese resulte em publicações de qualidade;
  • Estimular a colaboração entre docentes e alunos;
  • Fora do âmbito do projeto, os membros do comitê podem auxiliar também sugerindo disciplinas que preencham eventuais lacunas teóricas e/ou analíticas na formação dos alunos.
  1. Composição

Cada comitê será composto pelo(a) orientador(a) e por mais dois profissionais (portadores do título de doutor ou equivalente) escolhidos pelo(a) aluno(a) e seu orientador(a). É recomendável que os comitês tenham ao menos um(a) docente externo(a) ao Programa, inclusive docentes de outros departamentos do IB-USP, de outra unidade da USP ou de qualquer outra universidade brasileira ou internacional. A indicação dos membros do comitê do aluno deve ser feita até dois meses após a matrícula, por meio de formulário próprio, assinado pelo(a) orientador(a) e aluno(a), e encaminhado à CCP. Em casos excepcionais e mediante justificativa do orientador(a) encaminhada à CCP, a composição do comitê poderá ser alterada durante o decorrer do curso do(a) aluno(a).

  1. Papel do comitê

Como o comitê é uma instância de apoio aos alunos para a execução dos seus projetos, não há aprovações e reprovações. Sugestões e críticas feitas pelos membros dos comitês não necessariamente precisam ser seguidas mas, caso isso aconteça, é extremamente desejável que aluno(a) e orientador(a) apresentem uma justificativa ─ seja por escrito na dissertação ou verbalmente em alguma das reuniões. Após as reuniões, o aluno e o orientador deverão encaminhar uma declaração de realização de reunião, assinada pelo aluno e orientador. Não haverá nenhuma ficha de avaliação. Embora se espere que o comitê fomente a colaboração, a participação em um Comitê de Acompanhamento não implica obrigatoriamente na inclusão do nome dos integrantes do Comitê nas publicações que derivarem da dissertação ou tese da(o) aluna(o). Por isso, recomendamos que os termos da colaboração e eventual coautoria sejam claramente discutidos e acordados entre aluno(a), orientador(a) e comitê.

  1. Reuniões

Deverão ser realizadas duas ou três reuniões formais com o comitê de acompanhamento, respectivamente, para os alunos de Mestrado e Doutorado, com os propósitos e prazos indicados a seguir. Após cada uma dessas reuniões, o aluno encaminha à CCP uma declaração de ocorrência da reunião, assinada pelo aluno e orientador, com indicação da data e local de realização da reunião. As reuniões podem ocorrem por videoconferência. O registro de assuntos discutidos ou recomendações do comitê pode ser anexado ao relatório a critério dos participantes, mas não é obrigatório. Além das reuniões formais, o comitê, ou parte dele, tem autonomia para realizar reuniões adicionais. Para estas, não é necessário o envio de um relatório à CCP. Além disso, não há qualquer regra sobre a forma de realização da reunião. A reunião pode incluir ou não uma apresentação oral da(o) aluna(o), pode ser uma simples conversa entre estudante e comitê ou pode servir como prévia para exames de qualificação ou defesa.

Em situações especiais e mediante encaminhada à CCP, o período de uma ou mais reuniões pode ser alterado. Neste caso, a justificativa deve estar assinada por aluno(a) e orientador(a).

4.1. PRIMEIRA REUNIÃO

Mestrado:

  • • Período: no máximo 3 meses após a matrícula inicial.

Doutorado e Doutorado Direto:

  • • Período: até 4 meses após a matrícula inicial.
  • • Temas sugeridos para discussão com o comitê: (1) bases teóricas do projeto, (2) delineamento amostral ou experimental do projeto, (3) cronograma do projeto, (4) sugestões de disciplinas a serem cursadas pelo(a) aluno(a).
  • • Recomendações aos alunos:
  • encaminhar o projeto escrito para os membros do seu comitê, no mínimo, duas semanas antes da realização da reunião;
  • é importante que a discussão do cronograma considere a realização do exame de qualificação, com suas respectivas exigências para Mestrado e Doutorado.

4.2. SEGUNDA REUNIÃO

Mestrado:

  • • Período: no máximo 12 meses após a matrícula inicial.

Doutorado:

  • • Período: no máximo 20 meses após a matrícula inicial.

Doutorado Direto:

  • • Período: no máximo 26 meses após a matrícula inicial.
  • • Temas sugeridos para discussão com o comitê: (1) andamento da coleta de dados; (2) eventuais dificuldades encontradas até o momento; (3) possíveis alterações no plano original e/ou no cronograma; (4) análise preliminar de dados; (5) sugestões de disciplinas a serem cursadas pelo(a) aluno(a); (6) material a ser apresentado no exame de qualificação.
  • • Recomendações aos alunos: encaminhar para os membros do seu comitê (1) síntese dos objetivos do projeto e descrição sucinta das etapas cumpridas, (2) resultados preliminares, (3) um novo cronograma, caso isso seja necessário, (4) uma listagem com as dificuldades encontradas e possíveis soluções, (5) plano e material preliminar para a qualificação.

4.3. TERCEIRA REUNIÃO

Doutorado:

  • • Período: no máximo 44 meses após a matrícula inicial.

Doutorado Direto:

  • • Período: no máximo 56 meses após a matrícula inicial.
  • • Temas sugeridos para discussão com o comitê: (1) conteúdo, forma e estruturação final da tese; (2) sugestões diretas aos manuscritos contidos na tese.
  • • Recomendações a alunas e alunos: encaminhar a pré-tese ou os manuscritos produzidos para os membros do seu comitê, no mínimo, três semanas antes da realização da reunião.
  1. Resultados esperados

O acompanhamento de dissertações e teses desenvolvido pelos Comitês visa: (1) melhorar a formação dos alunos, incentivando o raciocínio crítico, o debate entre eles e os professores, a análise e aperfeiçoamento do delineamento do projeto, coleta e análise de dados e discussão dos resultados; (2) aumentar a qualidade das dissertações/teses e chance de que resultem em bons artigos publicados; (3) incremento da colaboração envolvendo o próprio Programa, bem como deste com outras Instituições.

  1. Considerações adicionais

Alunos que, ao ingressar no programa, já possuem bolsa FAPESP e, portanto, já têm um projeto redigido e avaliado por revisores anônimos, não estão isentos da avaliação do comitê. Caso alguma das sugestões propostas pelo comitê implique em mudança no plano do projeto ou mesmo no seu cronograma, aluno(a) e orientador(a) podem decidir se e como apresentar uma justificativa à FAPESP quando do encaminhamento dos relatórios.